Finalmente Livre…

Deixando meu ThinkPad X200 Tablet com Debian Squeeze

Realmente não há nada que um pouco de tempo não lhe permita fazer em cima de Debian. Esse é um dos motivos para eu usar e recomendar essa maravilhosa distribuição para todos que conheço. A um tempo atrás, vocês devem se lembrar da minha matéria desistindo de usar Debian no meu notebook devido a algumas questões pendentes. Como explicado, estava sem tempo e sem paciência para fazer o que precisava.

Deixando meu ThinkPad X200 Tablet com Debian Squeeze

Realmente não há nada que um pouco de tempo não lhe permita fazer em cima de Debian. Esse é um dos motivos para eu usar e recomendar essa maravilhosa distribuição para todos que conheço. A um tempo atrás, vocês devem se lembrar da minha matéria desistindo de usar Debian no meu notebook devido a algumas questões pendentes. Como explicado, estava sem tempo e sem paciência para fazer o que precisava.

Nesta última semana fiquei boa parte do tempo em casa, trabalhando em meu notebook com a intensão de torná-lo livre. Nessa jornada, muita navegação e muita pesquisa foi necessária, mas trabalho manual foi muito pouco. Decidi, então, colaborar com outros detentores deste equipamento incrível a terem seu sistema livre e com todas as funções importantes funcionando.

É verdade, nem tudo foi flores… O dispositivo de autenticação por impressão digital (AuthenTec, Inc. AES2810) não tem driver para Linux e não deve ter um driver tão cedo. No entanto, em minhas pesquisas encontrei alguns textos falando da falsa sensação de segurança que esses dispositivos dão aos usuários, quando, na verdade, tornam a autenticação mais fácil de ser burlada. Deixei de lado esse dispositivo.

Após a instalação do Debian Squeeze, a maioria dos dispositivos já funcionava perfeitamente (Webcam, auto configuração de vídeo, algumas teclas ACPI, WiFi, Bluetooth, etc)  outros nem tanto (proteção contra choques do HD, outras teclas ACPI, o minimodem 3G, etc). Parti então para as pesquisas e localizei grandes avanços.

O que segue agora pode ser tido como um passo a passo para quem quer usar qualquer distro, precisando apenas algumas poucas adaptações. Vale lembrar que todas as edições de arquivos devem ser feitas usando um terminal autenticado como usuário “root”.

Teclado

Grande parte do que fiz com o teclado tirei do Wiki dos usuário de ThinkPad, o ThinkWiki. Vale uma visita para entender melhor…

O teclado que mais se adequou ao sistema no Xorg foi a disposição “IBM ThinkPad R60/T60/R61/T61″. Apenas não se conseguia, nesse ponto, que o botão de MUTE fosse executado tanto para ativar como desativar o modo silencioso. Para corrigir isso foi uma coisa bem simples: Editando o arquivo de configuração do GRUB2 (/etc/default/grub), incluí na parte GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT a inscrição acpi_osi=”Linux”, como mostrado abaixo:

# vi /etc/default/grub
GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet acpi_osi="Linux""

Para terminar a configuração, executa-se o comando para que o grub re-construa o arquivo de configuração:

# update-grub2

Na reinicialização seguinte o botão MUTE deve funcionar como esperado.

Já as teclas de Tablet são um pouco mais complicadas. Isso porque tive que identificá-las junto ao ACPI e ainda fazer alterações nas teclas de atalho do GNOME. Para isso é preciso ser um pouco mais “rutz”, como se diz aqui no sul, pelo menos da maneira que fiz, pois quis também aproveitar e deixar as teclas mais “do meu jeito”. No entanto tem formas mais simples, como a instalação do pacote tbp do repositório Debian, o qual instalei também.

Nas minhas configurações alterei um script do ACPI chamado rotatescreen.sh como mostrado abaixo:

$ cat /etc/acpi/rotatescreen.sh

#!/bin/sh
#
# This script rotates the display in TabletPCs when screen is changed from
# laptop to tablet mode, or when rotation button is pressed

test -f /usr/share/acpi-support/key-constants || exit 0

. /usr/share/acpi-support/power-funcs

if [ -f /var/lib/acpi-support/screen-rotation ] ; then
 ROTATION=`cat /var/lib/acpi-support/screen-rotation`
fi

case "$ROTATION" in
 right)
 NEW_ROTATION="inverted"
 WACOM="half"
 ;;
 normal)
 NEW_ROTATION="right"
 WACOM="cw"
 ;;
 left)
 NEW_ROTATION="normal"
 WACOM="none"
 ;;
 inverted)
 NEW_ROTATION="left"
 WACOM="ccw"
 ;;
 *)
 NEW_ROTATION="normal"
 ;;
esac

for x in /tmp/.X11-unix/*; do
 displaynum=`echo $x | sed s#/tmp/.X11-unix/X##`
 getXconsole;
 if [ x"$XAUTHORITY" != x"" ]; then
 #export DISPLAY=":$displaynum"          
 if [ -f "$XAUTHORITY" ]; then
 export XAUTHORITY
 export DISPLAY=:0
 user=$_user
 home=$_home
 fi
 /usr/bin/xrandr -o $NEW_ROTATION && echo $NEW_ROTATION > /var/lib/acpi-support/screen-rotation
 xsetwacom set "stylus" Rotate $WACOM
 xsetwacom set "eraser" Rotate $WACOM
 xsetwacom set "touch"  Rotate $WACOM
 fi
done

Também criei um arquivo chamado /var/lib/acpi-support/screen-rotation com permissões de leitura e escrita por todos.

Em seguida, abri o software de edição de teclas de atalho do GNOME e acrescentei uma ação (Screen Rotation), direcionando para esse script e acionado pelo botão com uma flecha circular (que fazia as funções de Ctrl+Alt+Del no Windows). Para mim é uma função legal, cada vez que aperto o botão a tela gira em sentido horário (como a flecha).

Outra coisa interessante é o botão Preview e Next, que ficam junto às teclas direcionais. essas teclas não estavam funcionando, mas com uma configuração simples é possível colocá-las para funcionar. Isso é configurado por usuário, mas como estamos falando de um notebook, não vejo problemas. Veja abaixo:

$ cat ~/.Xmodmap
! Botão com dois retangulos girando:
keycode 161 = XF86LaunchA
! Botão com a seta circular:
keycode 162 = XF86LaunchB
! Botão com o símbolo retangulo e a fecha
keycode 149 = XF86LaunchC
! Botão de Preview
keycode 233 = XF86Back
! Botão de Next
keycode 234 = XF86Forward

Faz parte da inicialização do X a execução do xmodmap em cima deste arquivo, mas para ativá-las imediatamente, basta executar o comando abaixo:

$ xmodmap ~/.Xmodmap

Pronto, tanto as teclas de função como as teclas de atalhos estão configuradas e funcionando perfeitamente.

Minimodem 3G

Bom, essa parte depende muito mais de qual modem 3G você tem do que qual distro você pretende usar. Na maioria das distros, a maioria dos minimodems são detectados prontamente, infelizmente não é o meu caso, pois possuo um minimodem da Nokia, modelo CS-11. Um dispositivo muito bom, mas com um driver proprietário. Felizmente, existe uma versão para Linux, mas o arquivo .deb tem uma falha que faz com que não seja possível instalá-lo. Usando de outro blog (agora não me lembro, pois isso fiz a um bom tempo atrás), criei um pacote corrigido, que guardo comigo. Não é x64, mas funciona perfeitamente.

Portanto, basta baixar o arquivo nokia-zerocd_0.2-10_all.deb e usar o comando abaixo:

# dpkg -i nokia-zerocd_0.2-10_all.deb

Pronto, seu minimodem será reconhecido, agora basta seguir o tutorial para conectar.

Proteção do HD (HDAPS)

Essa é uma das funções mais legais na minha opinião, o que a Lenovo do Brasil traduziu como “Air Bag” do disco rígido. Trata-se na verdade de um pequeno acelerômetro que informa ao computador quando está ocorrendo uma movimentação. Um software monitora isso e desativa o HD temporariamente, evitando que ocorram danos às cabeças de leitura. Essa função não está no HD, mas sim na placa mãe (ou na controladora de disco, não estou bem certo), e a prova é que troquei o HD do meu notebook para preservar as informações que estavam nele e a função continua funcionando.

Na verdade, o dispositivo, teoricamente, já está funcionando, pois o driver para ele já está disponível no próprio kernel do Debian Squeeze. No entanto, nada está sendo feito com as informações, pois não está instalado o software de monitoramento. Execute o comando abaixo:

# aptitude install hdapsd

Esse sisteminha vai fazer exatamente o que o software da Lenovo faz: interromper a leitura e escrita do HD caso o notebook se movimente bruscamente. No entanto você não vê isso acontecendo… Quer ver? É possível sim… Existem dois applets para isso. Um deles fica no painel do GNOME, outro é um pequeno software que abre uma janela com o desenho do notebook se movimentando junto com o acelerômetro.

No site da SourceForge referente ao Projeto HDAPS é possível baixar ambos os códigos fonte. Aí vem a parte meio “rutz”. Primeiro baixe os arquivos hdapsgl-applet e o hdaps-gl em suas últimas versões. Em seguida, você precisará dos pacotes de desenvolvimento do Python-GTK e do Glut. Para isso execute:

# aptitude install glutg3-dev python-gnome2-extras-dev python-gnome2-desktop-dev 
                   python-gnome2-dev python-gnomeapplet python-gtk2-dev

Em seguida desempacote o primeiro deles: hdapsgl-applet.

# tar xvzf hdapsgl-applet-XXXX.tar.gz

Onde XXXX é a versão do applet. Entre no diretório e siga o padrão “./configure && make install”

Pronto, já tem um dos applets instalado.

Agora desempacote o hdaps-gl:

# tar xvzf hdaps-gl-XXXX.tar.gz

Esse não precisa nem usar o ./configure. Apenas entre no diretório e rode o comando make. Terás um executável que pode ser copiado para o /usr/local/bin. Ao executá-lo uma janela será aberta com o desenho do notebook se mexendo conforme o notebook real mexer. Bem legal!

Synaptics e TrackPoint

O ThinkPad X200 Tablet não tem Synaptics, também conhecido como TouchPad, no entanto tem o inconfundível TrackPoint exclusivo dos computadores da linha ThinkPad. Esse dispositivo lembra muito os TrackBalls, no entanto não é uma bolinha, mas um botão que pode ser direcionado em qualquer posição. Esse dispositivo funciona relativamente bem, no entanto o botão do meio, por padrão, é “emulado”, o que não permite a emulação da roda do mause no botão central, como ocorre com o driver do Windows.

Para corrigir isso é mais simples do que parece. Basta instalar o pacote gpointing-device-settings, e usar a interface de configuração do GNOME para configurá-lo como quiser. No meu caso, ficou assim:

Configuração pelo GPointing
Como está configurado o TrackPoint

Desta forma o “Scroll” funciona tanto na vertical como na horizontal.

Até aqui a função de precionar o botão do TrackPoint e funcionar como um click com o botão esquerdo ainda não funciona, mas isso tambem é simples. Como root, edite o arquivo /etc/gdm3/Init/Default e vá até a última linha. Na linha logo antes desta (exit 0), inclua a linha abaixo:

echo -n 1 > /sys/devices/platform/i8042/serio1/press_to_select

Pronto, a função tap está ativa na inicialização do GDM. Para a ativação imediata, simplesmente execute a linha como root. Veja também essa página do ThinkWiki para mais informações.

Caneta de toque de tela

Esse dispositivo não é novo, e provavelmente já estará funcionando, no entanto o botão da caneta não funcionará como esperado (como botão direito), para isso é necessário configurar com os seguintes comandos:

   xsetwacom set stylus Button1 1
   xsetwacom set stylus Button2 3
   xsetwacom set stylus Button3 3

Para automatizar isso, você pode colocar 3 linhas a mais no arquivo padrão do Debian /usr/share/X11/xorg.conf.d/20-wacom.conf, como segue:

$ cat /usr/share/X11/xorg.conf.d/20-wacom.conf
Section "InputClass"
	Identifier "Wacom class"
# WALTOP needs a patched kernel driver, that isn't in mainline lk yet,
# so for now just let it fall through and be picked up by evdev instead.
#	MatchProduct "Wacom|WALTOP|WACOM"
	MatchProduct "Wacom|WACOM"
	MatchDevicePath "/dev/input/event*"
	Driver "wacom"
	Option "Button2" "3"
	Option "Button3" "2"
EndSection

Section "InputClass"
	Identifier "Wacom serial class"
	MatchProduct "Serial Wacom Tablet"
	Driver "wacom"
	Option "ForceDevice" "ISDV4"
EndSection

# N-Trig Duosense Electromagnetic Digitizer
Section "InputClass"
	Identifier "Wacom N-Trig class"
	MatchProduct "HID 1b96:0001"
	MatchDevicePath "/dev/input/event*"
	Driver "wacom"
EndSection

Na verdade, as únicas 2 linhas inseridas foram:

	Option "Button2" "3"
	Option "Button3" "2"

Dessa forma os botões já serão configurados como esperado.

   xsetwacom set stylus Button1 1
   xsetwacom set stylus Button2 3
   xsetwacom set stylus Button3 3

Continua…

2012 será o fim…

Muitos profetas viram o fim dos tempos. Trata-se de uma constante em praticamente todas as religiões, em todas as culturas, em todos conceitos de vida. Isso acontece porque a vida é cíclica e, assim, tem um início, um meio e um fim. As teorias são muitas e diversificam muito de religião para religião, de cultura para cultura. Estudiosos têm se debruçado sobre o tema e estão vendo uma convergência em nossos tempos. A essa convergência é dado o nome de “Efeito Nostradamus“.

O que isso tem a ver com informática? Leia até o fim esse post e entenda!

da inovação na informática

Muitos profetas viram o fim dos tempos. Trata-se de uma constante em praticamente todas as religiões, em todas as culturas, em todos conceitos de vida. Isso acontece porque a vida é cíclica e, assim, tem um início, um meio e um fim. As teorias são muitas e diversificam muito de religião para religião, de cultura para cultura. Estudiosos têm se debruçado sobre o tema e estão vendo uma convergência em nossos tempos. A essa convergência é dado o nome de “Efeito Nostradamus“.

Nostradamus foi um profeta francês do século 14 que em suas profecias viu o fim dos tempos depois de duas guerras mundiais, em um período de um papa fraco que substituiu um papa muito forte e idolatrado. Pela profecia não se consegue saber exatamente o momento histórico em que ocorre, mas podemos dizer que só por ter visto as duas guerras mundiais quase 5 séculos antes deles acontecerem dá muitos créditos ao homem.

Estamos em 2011, e alguns estudiosos calcularam que as profecias do francês ocorreriam em 2012… Esse mês comecei a me preocupar…

Nunca achei que o que Nostradamus viu seria o fim de tudo, mas sim o fim do mundo como o conhecemos. Assim, o mundo mudaria muito… Me arrisco a dizer que já aconteceu… E não foi em um ano, mas em 50 anos.

Nesses últimos 50 anos tivemos uma revolução no mundo. Os computadores evoluíram de ábacos à supercomputadores quânticos. Realmente, quem nasceu no início do século 20 já não reconheceria mais o mundo do século 21, e grande parte dessa grande mudança ocorrida se deve a pessoas revolucionárias, inovadoras, criativas acima de tudo, com soberba de acharem que podem mudar a vida dos seres humanos e coragem para fazê-lo de fato.

Um desses grandes revolucionários foi Steve Jobs, o fundador da Apple, criador do Machintosh, do iMac, do iPhone, do iPod, do iPad… Steve era um cara terrível como patrão, pois fazia seus funcionários trabalharem até duas semanas ininterruptamente e uma parte de sua história (cerca de 1/3) é retratada no filme “Piratas do Vale do Silício”, de 1999:

Outro grande visionário, que inclusive permitiu que Jobs se tornasse a grande figura que é, foi Dennis Ritchie, pai da linguagem de programação C (que posteriormente evoluiu para C+, C++ e C#). Se você está vendo essa página, seja qual for seu navegador de internet ou sistema operacional que utiliza, deve agradecer à criação de Dennis. A linguagem C é, ainda hoje, a base do núcleo de qualquer sistema operacional.

Como se não bastasse, Ritchie também foi co-criador do sistema operacional Unix, sistema que serviu de base para o Projeto GNU, e por sua vez, é a base de qualquer sistema GNU/Linux. Portanto, se existe Software Livre e/ou Proprietário, hoje em dia, tudo começou com um código fonte e um compilador… criado poe Dennis Ritchie. Digo isso porque o compilador C foi criado para proporcionar uma programação em um nível mais simples, no entanto, mantendo a velocidade e o poder das linguagens de baixo nível.

Outubro de 2011 fica marcado como o mês da morte desses dois ícones da informática mundial. A revolução da informática parece ter chegado ao fim, e a profecia de Nostradamus parece ter se concretizado. O mundo que esses dois proporcionaram é totalmente diferente do mundo que tínhamos a 50 anos, e não existe uma forma possível de comparação entre esses dois momentos.

Fiquemos tranquilos, portanto, pois o mundo não vai acabar… ele já acabou!

FISL, Debian GNU/Linux e meu Note

O FISL é realmente impressionante, uma grande festa de nerds loucos por software livre. Em grande parte uma gama infindável de hackers loucos por codificação. No entanto já foi diferente… A uns anos atrás o FISL atraia muitos nerds, mas também muitos ativistas políticos culturais e sociais.

O FISL é realmente impressionante, uma grande festa de nerds loucos por software livre. Em grande parte uma gama infindável de hackers loucos por codificação. No entanto já foi diferente… A uns anos atrás o FISL atraia muitos nerds, mas também muitos ativistas políticos culturais e sociais.

Não é para menos que, entre os visitantes ilustres de FISLs anteriores, ninguém menos que Lobão, Gilberto Gil, Manuela D’ávila, Maria do Rosário e, lógico que não poderia me esquecer, o grande “presida” Lula já passou por aqueles carpetes da mostra de soluções livres.

Esse ano a grade de palestras foi mais “qualificada”, como gostamos de dizer. Houveram muitos comentários positivos sobre a qualidade das palestras e a grande gama de assuntos abordados. Talvez o comentário positivo em cima da grade venha justamente por esse FISL ter sido o Fórum Internacional Software Livre mais técnico de todos os tempos.

O pouco que vi, uma palestra que envolvia métodos de comunicação do software livre (e aqui está se falando de comunicação entre seres humanos e não telecomunicação), apresentado pela Rochelle Prass, percebi que o público deste ano estava mesmo muito técnico…

Bom… na noite anterior ao início do Fórum tomei vergonha e achei que seria muita falta de critério chegar lá com meu TPX200T rodando Window$ 7, então passei metade da madrugada instalando o Debian Squeeze em sua mais nova release (6.0r2.1)…

No final da instalação, nenhuma novidade… Nenhuma das maiores maravilhas deste note funcionavam… Mas não é que com alguma pesquisa encontrei uma configuração no Xorg que fez funcionar perfeitamente a tela de toque e a caneta com botão direito e tudo. No mesmo tutorial, encontrei como fazer um pequeno script que poderia colocar um dos botões da tela para “flipar” a tela e outro para rotacionar em 90°. Claro que com a junção de ambos se consegue qualquer posição de tela. O sistema não chegou a ficar redondinho, ainda, mas está bem próximo disto.

Agora você deve estar se perguntando: “Caraca, mano, esse cara tá maluco? O que tem o início deste texto a ver com o meio? Parece papo de doido…” Mas não é… A questão é toda por aí… O FISL se tornou muito técnico. Diria mais, extremamente técnico… Nerds fazendo evento para Nerds… Isso, de certa forma, me deixa um pouco chateado.

Círculos fechados são legais, mas se queremos que o Software Livre se torne algo UNIVERSAL (e aqui estou falando de universal como de uso para todos, acessível para todos), não é apenas criando ferramentas assistivas a baixo custo, mas falando SIM de política e filosofia… Muita política e MUITA filosofia.

Vejam por mim… O que me fez ir atrás de resolver todos os problemas do meu Debian no meu TPX200T não foi uma questão técnica: fazer ou deixar de fazer uma função, saber ou não saber como configurar, usar uma função convencional ou elaborar uma estruturação toda nova. Nada dessas coisas me convenciam que GNU/Linux funcionava na tecnologia de ponta que meu note tem. No entanto, uma questão POLÍTICA e FILOSÓFICA mudou totalmente a situação…

Precisamos, urgentemente, retomar a função filosófica, política e social do Software Livre para evitar que ele se torne apenas uma escolha barata para quem não quer pagar pela licença do tio Bill ou usar pirataria. Mesmo porque a mídia está adorando ligar os Crackers que estão saindo invadindo sites do governo com os ativistas do Software Livre.

Palestras filosóficas, debates políticos e temas sociais podem desvincular o Software Livre de criminosos digitais e vinculá-lo positivamente com o humanitarismo, pois eu acredito que ser socialmente justo, tecnologicamente viável e economicamente sustentável é sim ser humanitário. É conseguir aliar a tecnologia para quem precisa e de forma justa e sustentável, é ser HUMANO.

QRCode, que raio é isso?

Durante o 12º Fórum Internacional Software Livre (FISL12) deu muito o que falar, e um dos locais mais visitados pelos nerds mais nerds da feira foi o stand da Caixa, onde camisetas onde era impresso um QRCode, contendo o texto que o nerd quisesse, estavam sendo entregues a quem encontrasse um código “correto” em uma super coluna de QRCodes.

A brincadeira rendeu muitas visitas e olhares interessados, celulares apontando para a parede de QRCodes e solicitações aflitas por celulares emprestados de quem conseguiu encontrar uma camiseta rapidamente.

Mas QRCode não é exatamente uma novidade tecnológica… Na verdade é bastante antigo, tendo quase a mesma idade dos códigos de barras, mas com uma vantagem muito grande, pois permite colocar mais que um código de 25 dígitos numéricos.

QRCode permite um conjunto bem grande de dados compilados em um pequeno espaço de papel, que pode ser decodificado facilmente.

Vejam isso:
qrcode

O código assima tem um texto de 132 caracteres (UTF-8), mas poderiam ser até 250, sem problemas.

ThinkPad X GNU/Linux… Me dei por vencido…

Pode ser que eu esteja meio muito preguiçoso, mas o fato é que instalei o Ubuntu 11.04… Pelo que me falaram, seria muito fácil instalar, e tudo já estaria funcionando… Não foi o que encontrei e, sinceramente, não estava esperando que isso aconteceria.

Enfim, a verdade é que ando muito cansado de ter que ficar horas configurando, procurando pacotes, instalando, alterando scripts, mudando estrutura, acertando daqui, alterando dali… Ah!, não aguento mais isso…

Pode ser que eu esteja meio muito preguiçoso, mas o fato é que instalei o Ubuntu 11.04… Pelo que me falaram, seria muito fácil instalar, e tudo já estaria funcionando… Não foi o que encontrei e, sinceramente, não estava esperando que isso aconteceria.

Enfim, a verdade é que ando muito cansado de ter que ficar horas configurando, procurando pacotes, instalando, alterando scripts, mudando estrutura, acertando daqui, alterando dali… Ah!, não aguento mais isso…

Gosto do software livre, não deixei de acreditar que é a melhor solução, tecnicamente confiável, socialmente justa e economicamente viável. Mas em tecnologia de ponta, como é o meu Notebook ThinkPad X200 Tablet, infelizmente, metade dos dispositivos só funcionam perfeitamente com muito suor, e uma boa parte, nem assim.

Infelizmente me dei por vencido… Não ando tendo tempo ou paciência para ficar procurando, pesquisando, fuçando, carregando, instalando, mexendo, alterando, testando para depois desinstalar, pesquisar, fuçar, mexer, alterar, carregar, instalar, testar e no final não conseguir fazer funcionar e me decepcionar.

Tenho muitas coisas que gosto no Software Livre, e quando tinha tempo, adorava essas pesquisas, procuras, estruturações, configurações, descobertas, leituras, escritas, e tudo o mais, mas atualmente não tenho paciência para tudo isso.

Mas não desisti do Software Livre, não… Continuo na batalha do GNU/Linux, mas não vou usar em meu Notebook, pelo menos não diretamente… provavelmente terei uma máquina virtual com meu Debian querido, mas o sistema principal ficará sendo o que deixa todos os dispositivos funcionais e disponíveis para mim.

Acabei por uma escolha funcional e não pelo melhor sistema em minha opinião.

Testar Ubuntu 11.04 no meu ThinkPad X200 Tablet

Descidi testar o Ubuntu 11.04 em meu ThinkPad X200 Tablet… Pelos comentários que já ouvi a respeito, está muito mais esperto para netbooks e para tablets.

Tenho minhas dúvidas. Assim que comprei o X200T, testei algumas versões de Linux (Debian, OpenSuse e Ubuntu 10.10), e nenhuma conseguiu deixar meu X200 realmente tablet… Por isso também, continuei usando o (Blerg!) Windows 7… Se bem que dos Sistemas da M$ o Windows 7 Professional 64bits é o melhor que ela pode oferecer.

Descidi testar o Ubuntu 11.04 em meu ThinkPad X200 Tablet… Pelos comentários que já ouvi a respeito, está muito mais esperto para netbooks e para tablets.

Tenho minhas dúvidas. Assim que comprei o X200T, testei algumas versões de Linux (Debian, OpenSuse e Ubuntu 10.10), e nenhuma conseguiu deixar meu X200 realmente tablet… Por isso também, continuei usando o (Blerg!) Windows 7… Se bem que dos Sistemas da M$ o Windows 7 Professional 64bits é o melhor que ela pode oferecer.

Claro que não me atende no que realmente me é importante (velocidade, praticidade para meu uso diário, etc), mas é o que atende aos requisitos que o hardware solicita. Acho extremamente chato ter um hardware que não pode ser usado… Sinto como se eu tivesse desperdiçando meu dinheiro, tendo comprado um equipamento que não uso.

Então acabei de baixar a ISO do Ubuntu 11.04 para instalar no meu Notebook/Tablet… Será que vai me atender??? Será que vou poder deixar de usar Rwindows e voltar a ficar feliz com um GNU/Linux??? Como ficará o uso do meu computador??? Continuarei tendo DualBoot??? Ou será que definitivamente deixarei de usar Linux em meu Notebook/Tablet, devolvendo-o a ter apenas e tão somente o sistema do Tio Bill???

O final dessa história no próximo post…

Saindo da Liderança do Debian-RS… e o software livre?

Muitas pessoas estão achando que eu estou saindo da liderança do Debian-RS por causa do meu novo emprego na ViaFlow, mas não é verdade. Realmente eu fiz alguns treinamentos e estou como especialista em softwares da linha Lotus da IBM, mas é importante ressaltar que a IBM é um dos berços do Software Livre.

Muitas pessoas estão achando que eu estou saindo da liderança do Debian-RS por causa do meu novo emprego na ViaFlow, mas não é verdade. Realmente eu fiz alguns treinamentos e estou como especialista em softwares da linha Lotus da IBM, mas é importante ressaltar que a IBM é um dos berços do Software Livre.

A linha de softwares Lotus é toda voltada a multiplataforma, baseado em Java, sendo homologada em Windows (até a versão 2008), RHEL 5.5 e SUSE EL 12. Tem uma versão do cliente Notes completo (incluindo o comunicador instantâneo Sametime e o pacote de escritório Symphony) homologado para Ubuntu 10.04, mas que funciona perfeitamente em Ubuntu 11.04 e Debian Squeeze. Isso mostra o grande respeito que a IBM tem pela liberdade de escolha de sistema operacional.

Infelizmente não tem como a IBM homologar seu software em um sistema operacional que não tenha uma empresa por trás, garantindo suporte e pagando pelos testes de homologação (devido a sua política de homologação), por isso creio que não tenha como homologar o sistema Lotus em Debian, que é o sistema operacional livre mais usado em servidores corporativos de empresas de pequeno e médio portes e do qual a IBM poderia tirar grande vantagem com a homologação.

Mas não pretendo abandonar o software livre. Acredito nesse sistema de desenvolvimento de software colaborativamente, acredito ser a maneira mais justa e mais viável para o desenvolvimento da humanidade como um todo, permitindo acesso à tecnologia por todos que assim desejem. Dediquei mais de 10 anos de minha vida ao Software Livre, e tenho certeza que foram 10 anos extremamente gratificantes.

Mas meus filhos estão crescendo, precisam de minha presença, minha esposa está precisando de um pouco da minha dedicação à ela também. Assim, decidi dedicar mais tempo à minha família, me dedicando ao software livre um pouco menos nos próximos anos. Não se trata de uma despedida, mas um pequeno afastamento por “motivos de força maior”…

Guardo muito carinho por todos que conseguem se dedicar tanto ao software livre como eu gostaria de dedicar meu tempo, mas infelizmente nesse momento de minha vida, preciso me dedicar aos maiores e melhores projetos que tenho (meus filhos).

Agradeço muito o apoio prestado a mim pelos amigos, e tenham certeza que guardo todos em meu coração.

Ainda tentando Twitar meus Posts

Twittar os posts do blog parece uma coisa super legal. O WordPress é uma ferramenta gerenciadora de blogs magnífica, cheia de plugins muito interessantes, entre eles, diversos conectores ao Twitter. Passei um tempo testando vários, e decidi colocar algumas observações aqui:

Iniciei testando o plugin Twitter Tools, que parecia uma ótima escolha. Já está atualizado à nova autenticação oAuth do Twitter e tem uma interface super amigável. No entanto, ia tudo bem até tentar testar a conexão do mesmo: decepção… O plugin causa um erro de curl(), insolúvel até o momento com a versão mais atual do WordPress.

Comecei então a testar outros, não tão completos, mas alguns bem eficientes: o Twitter Connect é uma alternativa para criar um espaço na barra lateral para que seus twits apareçam junto a seu blog. Simples e eficiente, faz aquilo que se propõe. No entanto, a exibição é pobre e preferi usar um plugin oficial do Twitter, em Ajax.

Tanto o Twitter Updater como o Twittaí, esse baseado no anterior, tem uma interface amigável e parecem muito eficientes, no entanto estão ultrapassados desde a alteração da forma de autenticação do Twitter, portanto, não funcionam.

Ainda procuro alternativas. Quem tiver alguma ideia manda um comentário aí…

Por que não se pode dar privilégios especiais a um usuário?

Essa é uma regra que todo administrador de sistemas conhece, faz parte das “boas práticas” de uma rede de computadores e deixa muitos usuários pedavida… Não se dá mais privilégios para um usuário do que o estritamente necessário para seu trabalho. E o motivo é simples: usuário não sabe ler!

É fato, qualquer assistente de suporte já viveu a situação, e não dá pra dizer que o problema é a luminosidade do monitor, pois o usuário não lê qualquer coisa. Incrível como a capacidade de pensar de um usuário limita-se a seguir um passo-a-passo que o analista de suporte prepara. Mesmo nos programas mais básicos, mais amigáveis, mais auto-explicativos, mais simples e com mais instruções possíveis em suas telas, os usuários não lerão, e ligarão para o suporte para perguntar como que fazem aquilo que esrtá na cara deles.

Isso me lembra a célebre frase de Murph: “Se alguma coisa tem duas maneiras de ser feita (uma certa e uma errada), com certeza alguém escolherá a maneira errada”, e eu acrescento ainda: “e não saberá desfazer!” – Afinal, pra que que serve o CTRL+Z, mesmo??? E como faz aquela função que tu já me explicou uma vez? Foram 10, mas tem que explicar mais uma… Será tão difícil ler?

Agora imagina se o administrador de redes dá permissões a mais para um usuário? O que vai acontecer? Que tenha backups contínuos, porque senão, alguma coisa vai se perder!