FISL, Debian GNU/Linux e meu Note

O FISL é realmente impressionante, uma grande festa de nerds loucos por software livre. Em grande parte uma gama infindável de hackers loucos por codificação. No entanto já foi diferente… A uns anos atrás o FISL atraia muitos nerds, mas também muitos ativistas políticos culturais e sociais.

O FISL é realmente impressionante, uma grande festa de nerds loucos por software livre. Em grande parte uma gama infindável de hackers loucos por codificação. No entanto já foi diferente… A uns anos atrás o FISL atraia muitos nerds, mas também muitos ativistas políticos culturais e sociais.

Não é para menos que, entre os visitantes ilustres de FISLs anteriores, ninguém menos que Lobão, Gilberto Gil, Manuela D’ávila, Maria do Rosário e, lógico que não poderia me esquecer, o grande “presida” Lula já passou por aqueles carpetes da mostra de soluções livres.

Esse ano a grade de palestras foi mais “qualificada”, como gostamos de dizer. Houveram muitos comentários positivos sobre a qualidade das palestras e a grande gama de assuntos abordados. Talvez o comentário positivo em cima da grade venha justamente por esse FISL ter sido o Fórum Internacional Software Livre mais técnico de todos os tempos.

O pouco que vi, uma palestra que envolvia métodos de comunicação do software livre (e aqui está se falando de comunicação entre seres humanos e não telecomunicação), apresentado pela Rochelle Prass, percebi que o público deste ano estava mesmo muito técnico…

Bom… na noite anterior ao início do Fórum tomei vergonha e achei que seria muita falta de critério chegar lá com meu TPX200T rodando Window$ 7, então passei metade da madrugada instalando o Debian Squeeze em sua mais nova release (6.0r2.1)…

No final da instalação, nenhuma novidade… Nenhuma das maiores maravilhas deste note funcionavam… Mas não é que com alguma pesquisa encontrei uma configuração no Xorg que fez funcionar perfeitamente a tela de toque e a caneta com botão direito e tudo. No mesmo tutorial, encontrei como fazer um pequeno script que poderia colocar um dos botões da tela para “flipar” a tela e outro para rotacionar em 90°. Claro que com a junção de ambos se consegue qualquer posição de tela. O sistema não chegou a ficar redondinho, ainda, mas está bem próximo disto.

Agora você deve estar se perguntando: “Caraca, mano, esse cara tá maluco? O que tem o início deste texto a ver com o meio? Parece papo de doido…” Mas não é… A questão é toda por aí… O FISL se tornou muito técnico. Diria mais, extremamente técnico… Nerds fazendo evento para Nerds… Isso, de certa forma, me deixa um pouco chateado.

Círculos fechados são legais, mas se queremos que o Software Livre se torne algo UNIVERSAL (e aqui estou falando de universal como de uso para todos, acessível para todos), não é apenas criando ferramentas assistivas a baixo custo, mas falando SIM de política e filosofia… Muita política e MUITA filosofia.

Vejam por mim… O que me fez ir atrás de resolver todos os problemas do meu Debian no meu TPX200T não foi uma questão técnica: fazer ou deixar de fazer uma função, saber ou não saber como configurar, usar uma função convencional ou elaborar uma estruturação toda nova. Nada dessas coisas me convenciam que GNU/Linux funcionava na tecnologia de ponta que meu note tem. No entanto, uma questão POLÍTICA e FILOSÓFICA mudou totalmente a situação…

Precisamos, urgentemente, retomar a função filosófica, política e social do Software Livre para evitar que ele se torne apenas uma escolha barata para quem não quer pagar pela licença do tio Bill ou usar pirataria. Mesmo porque a mídia está adorando ligar os Crackers que estão saindo invadindo sites do governo com os ativistas do Software Livre.

Palestras filosóficas, debates políticos e temas sociais podem desvincular o Software Livre de criminosos digitais e vinculá-lo positivamente com o humanitarismo, pois eu acredito que ser socialmente justo, tecnologicamente viável e economicamente sustentável é sim ser humanitário. É conseguir aliar a tecnologia para quem precisa e de forma justa e sustentável, é ser HUMANO.

QRCode, que raio é isso?

Durante o 12º Fórum Internacional Software Livre (FISL12) deu muito o que falar, e um dos locais mais visitados pelos nerds mais nerds da feira foi o stand da Caixa, onde camisetas onde era impresso um QRCode, contendo o texto que o nerd quisesse, estavam sendo entregues a quem encontrasse um código “correto” em uma super coluna de QRCodes.

A brincadeira rendeu muitas visitas e olhares interessados, celulares apontando para a parede de QRCodes e solicitações aflitas por celulares emprestados de quem conseguiu encontrar uma camiseta rapidamente.

Mas QRCode não é exatamente uma novidade tecnológica… Na verdade é bastante antigo, tendo quase a mesma idade dos códigos de barras, mas com uma vantagem muito grande, pois permite colocar mais que um código de 25 dígitos numéricos.

QRCode permite um conjunto bem grande de dados compilados em um pequeno espaço de papel, que pode ser decodificado facilmente.

Vejam isso:
qrcode

O código assima tem um texto de 132 caracteres (UTF-8), mas poderiam ser até 250, sem problemas.